(Corrida de Toiros em Montemor-o-Novo)
Portugal é um país com uma forte tradição de festa brava. As touradas representam o domínio racional do Homem sobre a força brutal e violenta do animal. O assunto tem dividido opiniões ao longo dos últimos anos. Os grupos de defesa dos direitos animais criticam as touradas por considerarem que são um acto injustificável de crueldade, não se inserindo nas tradições humanistas. A Federação Portuguesa das Associações Taurinas defende que "ao destruírem a Tauromaquia, destroem um símbolo da superioridade da humanidade sobre a animalidade."
Lide a Cavalo
Lide a Pé
Segundo a PROTOIRO "as Corridas de Toiros são precisamente o oposto da tortura e da barbaridade. Torturar é fazer sofrer um ser que não se pode defender, com o propósito de daí retirar um benefício, como uma confissão, e fazê-lo sem correr qualquer risco. Ora, a Corrida de Toiros é um duelo, um combate onde o toiro deve lutar e demonstrar a sua natureza e o homem só pode participar nesse combate se aceitar pôr a sua vida em risco. A Corrida de Toiros é, assim, o contrário da tortura e não é comparável com a verdadeira tortura como a que sofre o prisioneiro político, por exemplo. Por outro lado, barbaridade pressupõe algo sem regras, sem educação, rude. Ora, a Corrida de Toiros é um ritual, perfeitamente regulado, onde cada gesto, cada passo, cada atitude tem um significado preciso e valorado."
"O sofrimento dos animais começa quando os touros – principais vítimas desta actividade (além dos cavalos e das vacas, assim como dos novilhos, quando são usados ainda enquanto bebés e jovens) –, depois de terem já perdido cerca de 10% do seu peso na viagem da ganadaria (onde são criados e onde estão habituados a uma vida tranquila) para a praça de touros, devido ao stress, são mantidos nos curros, até à hora de entrarem na arena, onde a angústia e o medo são crescentes.
Junta-se a isto o sofrimento físico, que aqui começa, não só porque os animais são conduzidos com aguilhões e à paulada, mas também porque, entre outros métodos de preparação, são-lhes serrados os chifres sangue frio para serem embolados (nas touradas portuguesas, os touros não têm sequer os seus chifres inteiros e expostos, para terem uma oportunidade mínima de se defenderem).Ao entrar na arena, os touros vão já fortemente enfraquecidos e feridos (devido aos chifres serrados a sangue frio antes da tourada), além de apavorados. (...) a tortura da tourada se acentua, à medida que as bandarilhas e os restantes ferros (que podem ter comprimentos variáveis entre os 8cm e os 30 cm, além de terem afiados arpões na ponta, para se prenderem à carne e aos músculos dos animais) rasgam os seus tecidos, provocando-lhes um sofrimento atroz, além de febres imediatas, acrescidas de um enfraquecimento acentuado pela perda de litros de sangue." http://antitouradas.blogspot.pt/
A Pega


















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